ILUSTRAÇÃO "ANTÓNIA DO CARMO" ISA MARITA
ILUSTRAÇÃO "ANTÓNIA DO CARMO" ISA MARITA
Prints Numerados
Edição Limitada de 50, 250gr
2024
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Em novembro 2024, o Cante Alentejano celebra uma década desde que foi reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Embora tradicionalmente associado aos homens, as mulheres do Alentejo sempre desempenharam um papel fundamental nesta tradição, mesmo que muitas vezes de forma menos visível.
Após o 25 de Abril, as mulheres começaram a afirmar-se de forma mais ativa no cante, tanto na interpretação das canções como na criação e organização de grupos. Ligado à vida rural e ao trabalho no campo, o cante tornou-se também uma forma de expressar a identidade e a luta do povo alentejano. As mulheres, muitas vezes responsáveis por preservar as tradições culturais, começaram a cantar as suas próprias histórias de resistência, amor e saudade.
Antónia do Carmo, pioneira do cante feminino, foi uma das primeiras a dar visibilidade à voz da mulher no Alentejo.
Junto dela e do seu cântaro, o rouxinol-do-mato, pássaro típico da região e quase extinto, simboliza a força silenciosa mas poderosa através do seu canto inconfundível.